quarta-feira, 26 de agosto de 2009

adoração

ADORAÇÃO – DEUS PROCURA ADORADORES
ADORAçãO – DEUS PROCURA ADORADORES – 16.8.2009.

João 4:23 e 24.

MAS VEM A HORA, E JÁ CHEGOU, EM QUE OS VERDADEIROS ADORADORES ADORARÃO O PAI EM ESPÍRITO E EM VERDADE, POIS O PAI PROCURA A TAIS QUE ASSIM O ADOREM. DEUS É ESPÍRITO, E IMPORTA QUE OS QUE O ADORAM O ADOREM EM ESPÍRITO E EM VERDADE.

INTRODUÇÃO:

Este é um momento muito delicado para se falar de adoração, visto os escândalos que tem levado o nome da igreja para a mídia, mas de uma maneira que denigre, suja e envergonha.

Estes escândalos não são, nunca foram e nunca serão a melhor maneira de adoração; ou melhor, não é adoração à Deus.

É também o tipo de mensagem que nós pastores não gostamos de pregar, num pressuposto de que deveria ser assunto corrente na igreja, até porque, fomos criados para o louvor da glória de Deus.

A adoração é o ponto maior, mais alto, o ápice da intimidade com o Pai. Jesus adverte em João 4:24 que Deus é espírito e importa que os que O adorem, O adorem em espírito e em verdade, numa fusão arrebatadora, nos tirando do plano material, cósmico e nos transportando ao trono da graça, numa viagem dimensional, onde deixamos para trás o palpável e o previsível e penetramos na esfera transcendental do espírito.

A adoração não se restringe a um transe momentâneo, a um porre espiritual, a um êxtase. Não! É uma viagem sem volta, onde voltamos a ter a cidadania celestial, vivendo neste mundo, mas pensando em toda a glória que nos está preparada na mansão celestial. É um cartão postal do que será o banquete do noivo, o cordeiro de Deus, com a sua amada noiva, a igreja gloriosa de Jesus.

Por falar em igreja gloriosa de Jesus, é bom que fique muito claro que não é nenhuma referência a alguma denominação e nem a alguma religião. A igreja gloriosa de Jesus sou eu, é você, somos nós.

Mas por que muitos vivem um evangelho sem sentido, por não conseguirem nunca experimentar a verdadeira adoração? Já fizeram campanhas, consagrações, encontros, oração de busca do Espírito Santo e nada.

De vez em quando oramos pedindo a Deus por um avivamento. De vez em quando sugerimos a Deus que precisamos de um avivamento. E aí cabe outra pergunta: Por que de tempos em tempos precisamos de avivamento? Será que o Espírito Santo se apaga ou não que o extinguimos da nossa vida, da nossa igreja?

PRIMEIRA PARTE:

No evangelho de São Mateus, capítulo 13 tem a parábola do semeador, que explica a razão por que muitos não conseguem entrar numa atmosfera de adoração, vivendo de goles, não entendendo a verdadeira adoração.

Diz assim:

“Certo semeador saiu a semear. E, quando semeava, parte da semente caiu à beira do caminho, e vieram as aves do céu e a comeram.
Outra parte caiu em terreno pedregoso, onde não havia terra bastante, e logo nasceu, porque a terra não era funda. Mas saindo o sol, queimou-se, e secou-se, porque não tinha raiz.
Outra parte caiu entre os espinhos e os espinhos cresceram e a sufocaram.
Outra parte caiu em terra boa, e deu fruto”.

Não estamos num sermão evangelístico. Tudo que precisamos nesta noite é fazer uma análise profunda do solo do nosso coração. E aí, não cabe ao pregador fazer esta análise. Precisamos deixar a nossa vida sob a atuação perfeita, poderosa e eficiente do Espírito Santo de Deus, que certamente nos auxiliará nesta análise, para que possamos tratar o solo e vir a colher frutos e que estes frutos permaneçam.

1) No versículo 4 - Parte da semente caiu à beira do caminho, e vieram as aves do céu e a comeram.

Em João 14:6 Jesus se declara como “O Caminho”. Tem muita gente na igreja que
está à beira do caminho. Elas crêem no amor de Deus, no sacrifício salvífico de Jesus na cruz do calvário, mas não conseguem se livrar das coisas deste mundo.

Não estamos falando em mundanismo ou pecado. Estamos falando de pessoas chamadas, vocacionadas, que tem convicção de suas chamadas e estão presas aos sonhos de melhores empregos, melhores salários, de uma promoção, de passar em um concurso público para ter estabilidade.

Elas sofrem por sentirem falta da adoração, choram de saudade do pai, querem se envolver para ter maior comunhão com os irmãos, e sempre são seduzidas pelas promessas do mundo e às vezes com o falso aval de versículos bíblicos afirmando que Deus quer o nosso crescimento.

É claro que Deus quer o nosso crescimento, mas também é claro que Ele quer que busquemos o reino em primeiro lugar e as outras coisas nos serão acrescentadas.

2) Nos versículos 5 e 6 - Parte da semente caiu em terreno pedregoso, onde não havia terra bastante, e logo nasceu porque a terra não era funda. Mas saindo o sol, queimou-se, secou-se porque não tinha raiz.

Fala de pessoas que se empolgam muito quando chegam ao evangelho. Por falta de um acompanhamento adequado, elas se dedicam inteiramente à obra, evangelizando, trabalhando na casa do Senhor, até que chega o sol.

Este sol são as críticas, as competições desnecessárias, os partidarismos que esquentam demais o clima e fazem com que a fé desta pessoa se queime e seque, por falta de raízes, que são as convicções.

Fala também daquelas pessoas que são duras de coração. Elas não dão o braço a torcer nunca. São desobedientes e mesmo quando reconhecem o poder de Deus sobre as suas vidas, sempre destacam também o merecimento.

Então, em parte é obra de Deus, é milagre, é bênção, é graça e, em parte, é fruto da vida de alguém que se acha mais santo do que os santos, mais merecedores do que os merecedores.

3) Versículo 7 – Parte das sementes caíram entre os espinhos, os espinhos cresceram e a sufocaram.

São pessoas que, infelizmente, conheceram a Jesus em denominações que são cheias de doutrinas, visões e estratégias. A melhor estratégia da igreja é deixar que o Espírito Santo dirija o comando desta igreja.

Quantas pessoas foram sufocadas pelos espinhos das denominações e das práticas denominacionais!?

Conheço pessoas com potencial enorme, cheias de vontade de servir ao Senhor, cheias de amor por almas, com uma vontade insaciável de evangelizar, mas a visão da igreja não permite; a estratégia da igreja é outra.

Os espinhos também podem ser vistos como as más companhias dentro da própria igreja. Mas isto existe Pastor? Claro, a palavra diz que um pouquinho de fermento leveda toda a massa.

4) Versículo 8 – A outra parte caiu em boa terra e deu fruto.

Este é realmente um coração regenerado; um coração que experimentou o doce sabor da graça de Deus e com gratidão, tenta de todas as maneiras agradar aquele que um dia morreu por ele.

É um coração que não enxerga limites, que não vê barreiras, que não põe obstáculos e que não acha dificuldade. Para ele, tudo pode ser feito.

Ele é sempre irrepreensível. Dizimista, ofertante, assíduo, pontual. É o primeiro e se prontificar para os piores trabalhos da igreja. Para ele, tanto faz está no púlpito, no grupo de louvor ou lavando o banheiro, a alegria e a disposição são as mesmas.

SEGUNDA PARTE:

Uma vez diagnosticado o nosso tipo de terreno, ou melhor, o tipo do terreno de nossos corações, precisamos de alguns esforços para que possamos tratá-lo.

1) Precisamos ter fé.

Sabendo-se que sem fé é impossível agradar a Deus e que o motivo central da nossa adoração é agradar a Deus, só nos resta buscar no próprio Deus a solução para este problema.

Precisamos fazer prova de Deus. É o próprio Deus que nos estimula a isto, lá em Malaquias 3, quando Ele diz: “Fazei prova de mim”.

É maravilhoso quando fazemos prova de Deus e notamos claramente que Ele abandona sempre o esplendor da glória, o conforto do seu trono, o status da sua majestade e
nos atende com uma atenção paterna, quase infantil, sem a menor pompa, mostrando que para Ele, o importante somos nós.

2) Precisamos crer que a Sua palavra é verdadeira.

Tem muita gente na igreja achando que a palavra de Deus é somente uma história religiosa e vivem num gnosticismo barato, pois não querem amar a Deus; só querem conhecer a Deus.

Deus se revela através da sua palavra. Então, se crermos que a sua palavra é fiel e eficaz, ela terá um efeito milagroso sobre nós, mas se crermos o contrário, a mesma palavra vai alimentar a nossa incredulidade.

3) Precisamos ser obedientes.

A Bíblia diz que não devemos ser leitores, mas praticantes da palavra de Deus. Se crermos e não praticamos, somos filhos da desobediência. E se somos filhos da desobediência, nem precisamos perder tempo falando em adoração a Deus.

CONCLUSÃO:

Foi duríssima a palavra da Pastora Lenir, no domingo passado, quando afirmou que Deus não procura adoração e sim verdadeiros adoradores.

Tenho dois sentimentos distintos acerca desta palavra:

Primeiro - Será que a falsa adoração a Deus é a verdadeira adoração ao inimigo das nossas almas?

Segundo - Se podemos ser verdadeiros adoradores, por que insistimos e ser falsos adoradores?

Uma vez declarei, profeticamente, que Deus não precisaria procurar mais adoradores na Bíblica de Flores, pois decidimos que seríamos verdadeiros adoradores, que adoraríamos o Pai, em espírito e em verdade.

Você pode ser um verdadeiro adorador, basta decidir sê-lo.


EDSON E LENIR DE JESUS – são pastores da Igreja Batista Bíblica de Flores – No Caminho da Graça – Manaus – AM.

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